Vida mergulhada em sonhos, medos e incertezas. assim me descrevo em pensamentos, tentando me traduzir ou descobrir quem sou...
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Distância
Sinto falta das conversas
Do carinho e até mesmo
do mau humor.
Perto, onde ele não está
por querer tanto a sua presença
E saber que nada será como antes.
Existem falhas, eu sei
Em como tudo na vida
Na passagem de lembranças
No silêncio vazio do quarto
No espaço que sobra da cama
Dos motores dos carros que vagueam na madrugada
E na saudade que atormenta o meu coração
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Esperando
Um sms com sinal de vida
Uma ligação que nunca acontecerá.
O sol brilha lá fora
Apesar de todo esse frio.
Em que lugar ele se escondeu?
Um sumiço sem explicação
terça-feira, 29 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Passou..
A luz se apaga
O quarto fica vazio
E as lembranças tornam-se distantes
Já se foi aquele tempo de sonhos
Aquele caminho de buscas
A esperança evaporou
O pranto secou
Nada mais resta
Palavras não são suficientes
E o silêncio torna-se constante.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Unicidade
Um sentimento.
Um amor.
Uma vida.
Uma esperança.
Uma história
Um breve momento.
Uma recordação.
Uma decisão.
Um prazer.
Um deleite.
Um dia,
inesquecível
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Nada Mais Sei
Sim,
Eu cansei
De esperar por tanto esse tempo
O melhor é ficarmos assim
Como sempre estivemos
Como sempre fomos
A solidão me acompanha
A insônia me faz aliada
A estrada segue o rumo
E ficamos então assim
Sem mudar uma virgula
e nem o local
Com o nada que temos
Sem o tudo que desperdiçamos
Para que fingir e fugir
deixar escapulir o ultimo suspiro
Em uma poesia que não terá final
domingo, 15 de agosto de 2010
Rascunho de um domingo
a chuva cai lá fora
e aqui dentro bate
um coração cruel
que roubou de mim
quase tudo o que sonhei
quase tudo em que acreditei
porém, ainda guardo algumas palavras
que engasgam em minha garganta
quando penso em te dizer
que te amo
sábado, 1 de maio de 2010
Indiferença
todos os dias são iguais
cheios de sol,
com aquele calor insuportável
e você com o seu mundinho
que hoje pra mim,
não tem mais importância.
a partir desse momento,
sinto apenas indiferença.
resoluta pela escolha
não mais me interessa as formas
desse sentimento chamado amor
e assim, bem sutil
vou saindo de cena
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Uma madrugada
Escuto ruídos que me despertam
Para uma realidade que não vivo.
Outras vezes escuto um som que me assusta.
No silêncio, em vão, próxima da solidão,
Busco palavras que criem rimas
Ou se entrosem na sintonia
Insensata merecida
Pela vontade de escrever.
Deita-me em seu colo
Até me acalentar
Pelas gotas de chuva
Que rebatem na janela
domingo, 11 de abril de 2010
Insanidade
Posso ser tudo o que desejo
Libertar todas as fantasias
E esperar enquanto bebo uma taça de vinho.
Posso transformar-me em felicidade
em discórdia ou ilusão.
Posso ser transmitida no ronronar do gato
na saliva envenenada da cobra
ou na disposição do bicho preguiça
No momento, nada tenho a oferecer,
pois padeço do mal da humanidade:
sofro por ser quem sou.
Pela beleza não acreditada
Pela ignorância de querer ser tua
Mesmo que sonsamente
Eu perceba você não me querer.
Ou por sentir uma culpa que não consigo entender.
Suplicio rasgado pela insanidade
Sou mais do que me acho
e me valorizo menos do que devo
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Delito Moral
Embates travados
No meio de arrogâncias,
Disparidades irrelutáveis.
Tudo é a mesma coisa:
A mesma rotina,
Os mesmos momentos.
Paciência explosiva
Discordias dissonantes;
Nada mais faz sentido.
O grito abafado
Ou a ira contida.
E nesse vazio,
Encontro as mentiras
Dominadas pela angústia
De um delito moral
domingo, 3 de janeiro de 2010
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Apenas esqueça
Tenta me fazer esquecer
de toda essa dor;
Todos aqueles impulsos contidos
em que tudo se tornou vazio.
Não sei mais o que eu quero pensar. . .
Apenas esqueça tudo.
Não existe nada mais a remediar.
O tormento é drenado em fogo
dilacerando tudo ao redor.
Esqueça de como tudo começou
terça-feira, 30 de junho de 2009
Sentenças
Promessas esquecidas
Dúvidas estranhas
Certezas não me trazem mais segurança
Até porque elas também são incertas
Deixo-me assim navegando nesse mar de ilusões
Me sinto morrendo aos poucos
Com medo e sem culpas
No meio de mentiras e alegrias distorcidas.
Às vezes me vendo como uma imagem desprendida de mim.
Que não sabe por onde ir, em quem acreditar, no que confiar.
Chego então a conclusão que sempre fui só
Meu unico e melhor aliado sempre fui eu
Tenho medo de trair a mim mesmo
Nesse mundo tão inseguro e sombrio onde minha alma sangra
E aonde eu passo deixo o rastro de sangue
E todo lugar manchado sera testemunha do meu sofrimento
Sofrimentos, Lamentos, Revoltas, Cansaço.
domingo, 10 de maio de 2009
É uma dor que dói no peito
Algo não está bem
Será um descompasso natural do corpo
ou um presságio de uma forte angustia?
Quisera eu acreditar na inocência do amor
E não na falsa ilusão que esse sentimento passa.
Nada é tão duradouro
Nem se passa rápido
Existe o tempo certo
Que dor é essa que me aperta?
Às vezes eu acho que alguns sonhos são enrascadas..
Mas como ter certeza?
Enquanto o pesadelo não se revela
Vou respirando com a dificuldade
Do aperto que me sufoca.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Desencontrada
Minha felicidade está
na distância daquilo
que sinto e no que acredito.
Abismo entre dois corpos
Rachaduras irreais
Um nó que demora a desatar
Um vínculo que não se corta
Liberta-me de tudo
E que um sonho me absolva dessa realidade.
Na expectativa de me encontrar
Me perco dentro de mim.
domingo, 29 de março de 2009
Sentimento de poeta
Um poeta é movido
pelo sentimentalismo
e fala com toda sensibilidade
do seu amor.
não importa se é desprezado
ou amado.
A intensidade é a mesma
porque a unica coisa que
lhe foge do controle
é a quem se deve querer.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Sem título
Morre-se por amor.
Morre-se de saudades.
E pro silêncio eu volto,
Sem ter reações,
Sem querer lutar.
Aceitando a perda, calada.
Em minha mente,
Se passam as lembranças,
Sem dor,
Sem amor,
Sem você.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Extase
Em um sonho
Quando relembro
Como tudo aconteceu.
O céu estrelado
E a lua cheia a brilhar.
Abraço
Olhares trocados
Beijo selado.
Gritei de alegria
Dentro de mim
Explicitando uma felicidade no olhar
Sem me conter
Parecia delírio
De repente o que sentia em silêncio
Ficou real
Até quando?
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Insonia
Noites insones em que
Perco-me no vazio
E nos pensamentos
Que me fazem relembrar
certos momentos,
De alegria ou dor;
De vitória ou angústia.
E nesse silêncio, inerte,
As horas vão passando,
O sono nem, de leve,
vem me visitar.
Isso me faz descobrir a ansiedade.
Uma ansiedade de colocar
Para fora certos sentimentos,
Porém tenho receio.
O dia vai amanhecendo
E é, então que percebo,
Que no mundo escuro
As estrelas brilham.