Vida mergulhada em sonhos, medos e incertezas. assim me descrevo em pensamentos, tentando me traduzir ou descobrir quem sou...
domingo, 15 de agosto de 2010
Rascunho de um domingo
a chuva cai lá fora
e aqui dentro bate
um coração cruel
que roubou de mim
quase tudo o que sonhei
quase tudo em que acreditei
porém, ainda guardo algumas palavras
que engasgam em minha garganta
quando penso em te dizer
que te amo
sábado, 1 de maio de 2010
Indiferença
todos os dias são iguais
cheios de sol,
com aquele calor insuportável
e você com o seu mundinho
que hoje pra mim,
não tem mais importância.
a partir desse momento,
sinto apenas indiferença.
resoluta pela escolha
não mais me interessa as formas
desse sentimento chamado amor
e assim, bem sutil
vou saindo de cena
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Uma madrugada
Escuto ruídos que me despertam
Para uma realidade que não vivo.
Outras vezes escuto um som que me assusta.
No silêncio, em vão, próxima da solidão,
Busco palavras que criem rimas
Ou se entrosem na sintonia
Insensata merecida
Pela vontade de escrever.
Deita-me em seu colo
Até me acalentar
Pelas gotas de chuva
Que rebatem na janela
domingo, 11 de abril de 2010
Insanidade
Posso ser tudo o que desejo
Libertar todas as fantasias
E esperar enquanto bebo uma taça de vinho.
Posso transformar-me em felicidade
em discórdia ou ilusão.
Posso ser transmitida no ronronar do gato
na saliva envenenada da cobra
ou na disposição do bicho preguiça
No momento, nada tenho a oferecer,
pois padeço do mal da humanidade:
sofro por ser quem sou.
Pela beleza não acreditada
Pela ignorância de querer ser tua
Mesmo que sonsamente
Eu perceba você não me querer.
Ou por sentir uma culpa que não consigo entender.
Suplicio rasgado pela insanidade
Sou mais do que me acho
e me valorizo menos do que devo
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Delito Moral
Embates travados
No meio de arrogâncias,
Disparidades irrelutáveis.
Tudo é a mesma coisa:
A mesma rotina,
Os mesmos momentos.
Paciência explosiva
Discordias dissonantes;
Nada mais faz sentido.
O grito abafado
Ou a ira contida.
E nesse vazio,
Encontro as mentiras
Dominadas pela angústia
De um delito moral
domingo, 3 de janeiro de 2010
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Apenas esqueça
Tenta me fazer esquecer
de toda essa dor;
Todos aqueles impulsos contidos
em que tudo se tornou vazio.
Não sei mais o que eu quero pensar. . .
Apenas esqueça tudo.
Não existe nada mais a remediar.
O tormento é drenado em fogo
dilacerando tudo ao redor.
Esqueça de como tudo começou
terça-feira, 30 de junho de 2009
Sentenças
Promessas esquecidas
Dúvidas estranhas
Certezas não me trazem mais segurança
Até porque elas também são incertas
Deixo-me assim navegando nesse mar de ilusões
Me sinto morrendo aos poucos
Com medo e sem culpas
No meio de mentiras e alegrias distorcidas.
Às vezes me vendo como uma imagem desprendida de mim.
Que não sabe por onde ir, em quem acreditar, no que confiar.
Chego então a conclusão que sempre fui só
Meu unico e melhor aliado sempre fui eu
Tenho medo de trair a mim mesmo
Nesse mundo tão inseguro e sombrio onde minha alma sangra
E aonde eu passo deixo o rastro de sangue
E todo lugar manchado sera testemunha do meu sofrimento
Sofrimentos, Lamentos, Revoltas, Cansaço.
domingo, 10 de maio de 2009
É uma dor que dói no peito
Algo não está bem
Será um descompasso natural do corpo
ou um presságio de uma forte angustia?
Quisera eu acreditar na inocência do amor
E não na falsa ilusão que esse sentimento passa.
Nada é tão duradouro
Nem se passa rápido
Existe o tempo certo
Que dor é essa que me aperta?
Às vezes eu acho que alguns sonhos são enrascadas..
Mas como ter certeza?
Enquanto o pesadelo não se revela
Vou respirando com a dificuldade
Do aperto que me sufoca.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Desencontrada
Minha felicidade está
na distância daquilo
que sinto e no que acredito.
Abismo entre dois corpos
Rachaduras irreais
Um nó que demora a desatar
Um vínculo que não se corta
Liberta-me de tudo
E que um sonho me absolva dessa realidade.
Na expectativa de me encontrar
Me perco dentro de mim.
domingo, 29 de março de 2009
Sentimento de poeta
Um poeta é movido
pelo sentimentalismo
e fala com toda sensibilidade
do seu amor.
não importa se é desprezado
ou amado.
A intensidade é a mesma
porque a unica coisa que
lhe foge do controle
é a quem se deve querer.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Sem título
Morre-se por amor.
Morre-se de saudades.
E pro silêncio eu volto,
Sem ter reações,
Sem querer lutar.
Aceitando a perda, calada.
Em minha mente,
Se passam as lembranças,
Sem dor,
Sem amor,
Sem você.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Extase
Em um sonho
Quando relembro
Como tudo aconteceu.
O céu estrelado
E a lua cheia a brilhar.
Abraço
Olhares trocados
Beijo selado.
Gritei de alegria
Dentro de mim
Explicitando uma felicidade no olhar
Sem me conter
Parecia delírio
De repente o que sentia em silêncio
Ficou real
Até quando?
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Insonia
Noites insones em que
Perco-me no vazio
E nos pensamentos
Que me fazem relembrar
certos momentos,
De alegria ou dor;
De vitória ou angústia.
E nesse silêncio, inerte,
As horas vão passando,
O sono nem, de leve,
vem me visitar.
Isso me faz descobrir a ansiedade.
Uma ansiedade de colocar
Para fora certos sentimentos,
Porém tenho receio.
O dia vai amanhecendo
E é, então que percebo,
Que no mundo escuro
As estrelas brilham.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Desencontros
Em algum ponto nossos pensamentos se cruzam.
Revivendo lembranças
Trazendo à tona as emoções.
Em mentes que explanam sensações
Voando alto no sentimento
Posso parecer triste longe de você,
Mas estou feliz tendo esse amor dentro de mim,
Que um dia re-encontraremos juntos.
domingo, 13 de julho de 2008
Vida
as flores que desabrocharam
o carrossel que roda sempre na mesma direção
Veja como as coisas continuam as mesmas
Mas algo dentro de mim
está mudando
Tem se tornado intenso e inquietante
É pavoroso o encontro com o acaso
Desconhecido e estranho
estando à margem de tudo que se move
vagueando pelas vias
Olhe o amanhecer
as folhas que caem das árvores
e a estrada que te leva sem direção.
Observe como as lembranças mudam o sentido
sábado, 29 de março de 2008
Vivências
Tenho um coração vagabundo
Indeciso pela própria escolha.
Ele já sentiu o peso do amor,
Leveza da paixão,
E o sabor do desejo.
E sozinha me encontro
Perdida na liberdade
Da minh'alma.
Acorrentada no medo
E vivendo uma ilusão
Passageira e fulgás.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Doces Recordações
Fecho um ciclo de minha vida
E agora volto a procurar
O caminho que me leva de volta a estrada
Procurei por toda parte
alguém como você,
que me dissesse tudo aquilo
que é bom de se ouvir;
que me cantasse músicas
que são tocadas no mesmo instante que as escuto.
Mas eu sabia que tudo isso um dia acabaria
eu sabia que não te teria por tanto tempo
quem, agora, se importa com nossa história
que agora faz parte das nossas lembranças
Me despi da vergonha,
de atos que considerava julgáveis
só para te ter por belos instantes,
porque agora sei que esses momentos
se transformaram em lembranças
Não interessa de como tudo foi feito
Nem da maneira de como tudo ocorreu
pois agora são doces recordações
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Coragem
para olhar o que já foi dito.
Em alguns momentos
Faltaram palavras,
Faltaram atos,
Faltaram gestos.
Em outros momentos
Passagens foram esquecidas.
Sigo por caminhos que foram traçados
Mas é tentador pegar um atalho
pela trilha mais longa
Observar o que foi feito
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Imperfeição
Nomeada por atos
Conectada em instintos
Estigmatizada nos pensamentos
Seguindo os impulsos
Rompendo com paradigmas
Decisão sob declínio
Movida pelo impeto
Guiada pela esperança
Combalida na solidão.
Guiada por atos
Movida em instintos
Decisão nos pensamentos
Rompendo os impulsos
Seguindo com paradigmas
Estigmatizada sob declínio
Conectada pelo impeto
Intervalo na solidão